Aviso de utilidade pública

29/06/2011

Saiu em um telejornal de uma emissora que não quero citar o nome onde mostrou uma reportagem sobre o hospital dos olhos de Sorocaba, esse hospital é da maçonaria, sem fins  lucrativos.

Ele é “conveniado com o SUS”, e tem capacidade para  realizar cerca de 300 (trezentos) transplantes de córneas por mês, pois há um estoque de córneas suficiente para a realização dos mesmos.

Entretanto, esse hospital está realizando somente cerca de 120 (cento e vinte) transplantes por mês, devido à falta de pacientes. As  córneas não utilizadas estão sendo jogadas fora por passarem do tempo de utilização e validade!

Repassando de mão em mão, publico este postagem que veio via email que poderá cair na mão de alguém que conheça uma pessoa que está à espera de córneas. Ela pode entrar   em contato com o hospital oftalmológico de Sorocaba/SP e se curar!

Telefone para o telefone (15) 3212-7009 de segunda à sexta-feira e tire sua dúvida.

O email veio com o pedido solicitado pelo médico Dr. Eduardo  Bezerra. Pedimos que repasse esta postagem para o maior número de contatos possível.  Você pode não estar precisando, mas sempre há alguém necessitando. Fazer o bem sem olhar a quem!

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Segurança Pública: Um novo olhar, uma nova esperança

28/06/2011


Há mais de dois anos como Vereadora de Itajaí venho participando, solicitando e propondo ações visando uma sociedade mais segura. Um dos pedidos que tenho feito com freqüência é quanto ao aumento do efetivo das polícias militar e civil.

Mas, acompanhando de perto o trabalho das Polícias Militar e Civil, participando de reuniões com autoridades da área e discutindo amplamente o tema conclui que NÃO temos como aumentar o efetivo enquanto a situação atual não mudar. Refiro-me aos baixos salários pagos a Policiais Militares, Agentes e Delegados. Segundo a classe, o Governo do Estado de Santa Catarina não autoriza a reposição salarial há 12 anos.

E como aumentar o efetivo se não há interessados na vaga? Sei que no último concurso a procura já foi baixa e a inscrição foi prorrogada, por isso penso que precisamos valorizar o profissional da segurança, temos que motivar os jovens, que ter policiais trabalhando com entusiasmo para combater a criminalidade. Hoje temos heróis nas ruas…

Buscando informações pelo Brasil afora, percebi que em várias cidades convênios são firmados entre Prefeituras e Polícias, prevendo incentivo financeiro, como já ocorreu em Barretos, Sorocaba, Varginha e Rio de Janeiro. O Governo do Rio de Janeiro também regulamentou trabalhos extras de Policiais Militares prestados a prefeituras e a cidade do Rio participa com gratificações as UPPs. Diante destes dados e após várias análises proponho que o município contribua com ajuda de custo a oficiais que atuam na segurança pública de Itajaí, tanto da Polícia Militar quanto da Civil.

Exemplos já existem, a idéia foi lançada, agora temos que pensar, discutir e resolver o problema…

Acredito que se conseguirmos mudar esta realidade será um grande passo para que outras transformações aconteçam, resultando em uma maior segurança para você, para nós, para Santa Catarina.

Escrito por Susi Bellini, vereadora de Itajaí e Presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública da Câmara de Vereadores de Itajaí – ver.susibellini@cvi.sc.gov.br.


Detentos do Paraná estão fazendo enfeites de Natal

17/06/2011

Presos de três penitenciárias do Paraná – Foz do Iguaçu, Londrina e Maringá – já estão produzindo enfeites de Natal. O trabalho garante remissão de penas, cestas básicas e pecúlio mensal. Em Foz, o projeto Um Natal Brilhante começou na penitenciária industrial com a confecção de enfeites que serão distribuídos entre espaços municipais e pontos turísticos da cidade.

A prisão instalou um canteiro de trabalho de reciclagem, onde os presos transformam garrafas PET, arrecadadas em escolas municipais, em objetos variados. “A colaboração dos alunos está superando as expectativas. Cerca de oito mil garrafas estão sendo recicladas por dia”, afirmou o vice-diretor da penitenciária, Alexandre Calixto.

O trabalho tem a participação de 120 internos, que confeccionam bolas com luminárias, árvores em balão e fios iluminados para ruas e avenidas. São 30 presos que trabalham por turno, totalizando 24 horas por dia. Cada dupla realiza uma atividade diferente, entre reciclagem, corte, recorte e armação. Para compor a decoração natalina, estão previstos ainda velas e pacotes de presentes gigantes, confeccionados com latões e contêineres.

O objetivo é que se comece a colocação dos enfeites na primeira semana de dezembro. Todos os internos que estão trabalhando nas atividades têm benefícios, entre remissão de pena, cesta básica e pecúlio mensal. Entre os que participam, 60 recebem pecúlio e remissão e os outros 60 ganham cesta básica e remissão de pena. A divisão foi feita pela própria unidade que conseguiu as cestas básicas da prefeitura municipal. “Essa é a contribuição que posso dar para que Foz tenha um Natal bonito e ainda estou ajudando a minha família”, afirmou o interno A..D.L , que não quis se identificar.

Na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), as atividades de Natal também já foram iniciadas. Lá uma parte dos enfeites está sendo produzida com materiais recicláveis e a outra com materiais não-recicláveis, como CDs utilizados para declaração do imposto de renda, doados pela Receita Federal. A idéia de utilizar CDs foi dos alunos do curso de Desenho Industrial da Unopar, porque não precisam de iluminação artificial, o que reduz o consumo de energia nesta época do ano.

Oportunidade

As técnicas foram repassadas aos internos que montam os enfeites, mais de mil sinos e pombas já estão prontos para serem colocados nas rotatórias e avenidas de Londrina, dando oportunidade de trabalho a 80 internos.

A representante da Associação Comercial, Cláudia Prochet, que coordena o projeto na penitenciária, afirmou que a atividade é muito bem aceita pelos detentos. “Os internos têm muita facilidade em aprender trabalhos manuais e estão felizes de colaborar.”

Na penitenciária de Maringá, os presos estão montando um presépio em tamanho natural. Ao todo, são 15 peças que irão enfeitar o pátio da unidade. Painéis natalinos e apresentações teatrais também fazem parte da programação de dezembro da unidade.

Para o secretário da Segurança, José Tavares, são atividades como essas que estimulam a reinserção social dos detentos, melhorando sua auto-estima com a conseqüência legal da redução da pena através do trabalho. “É importante que os presos participem do espírito natalino. As atividades ajudam muito no tratamento de ressocialização dos presos”, disse Tavares.


Presos fazem enfeites de Natal com garrafas plásticas

16/06/2011

Os presos da Colônia Penal Agrícola (CPA), em Piraquara, são os responsáveis pela decoração de Natal da Secretaria de Estado da Justiça e de mais três empresas em Curitiba. As mãos que um dia se juntaram para praticar algum delito se uniram para transformar garrafas de plástico em arte. São pinheiros, guirlandas, velas e outros enfeites. O espetáculo fica mais bonito à noite, quando as luzes das garrafas se acendem, refletindo o desejo dos presos de uma vida nova. A decoração foi inaugurada ontem.

O projeto foi criado pelo mímico Everton Ferre. Desde junho, ele realiza espetáculos em Curitiba e Região Metropolitana para arrecadar as 300 mil garrafas. “Ao mesmo tempo em que levamos arte para as regiões carentes, conseguimos as garrafas”, conta. O material foi para a CPA e lá se transformou em enfeites natalinos.

Antônio Silva de Souza, 27 anos, começou a participar do projeto em novembro. “O material que a gente cortou se transformou em lindas flores e enfeites”, se empolga. Foi na prisão que ele teve o primeiro contato com o artesanato e nas horas de folga começou a fazer enfeites para vender e arrecadar um dinheiro extra. Ele faz canetas, pulseiras e bonecas. “Quem se interessa, compra”, revela. Quando sair da CPA, Antônio quer uma vida melhor, arranjar um bom emprego e não pensa em abandonar o artesanato.

Paulo Roberto Rocha, 42 anos, também participou do projeto. É a primeira vez que a sua mão lida com arte tão delicada para enfeitar o Natal. “O trabalho ficou bom, muito bonito”, comemora. No entanto, os presos ainda não tiveram a oportunidade de ver como a decoração ficou. Durante o dia, o que chama a atenção dos visitantes na Secretaria da Justiça é a árvore de quase três metros de altura, no salão de entrada. Mas à noite, o espetáculo fica completo, com as luzes acesas, que se refletem nas guirlandas e velas em todas as janelas da fachada do prédio.

Dez presos estiveram envolvidos na atividade e receberão um salário mínimo de recompensa. Além disso, a cada três dias de trabalho reduzem um dia de pena. Ano que vem, Ferre quer ampliar o número de detentos envolvidos. “Para isso precisamos aumentar os pedidos”, fala. Ele espera atrair a atenção de pelo menos mais trinta empresários e da Prefeitura.

O mímico Ferre começou a enfeitar o Natal com garrafas em 2000, na cidade de Medianeira, Oeste do Estado. Foram usadas 35 mil garrafas para decorar o município, que recebeu cerca de 100 mil visitantes. Depois foi a vez das cidades de Foz do Iguaçu e Gramado (RS) aderirem à idéia. “Além de deixar a cidade mais bonita, também ajuda a preservar o meio ambiente”, comenta.


Forças armadas e policiais atuarão juntas no controle e combate aos crimes nas fronteiras

12/06/2011

A fronteira é permeada por rios que funcionam como estradas entre Brasil e países vizinhos, que devem ser patrulhados/ Foto: Elio Sales - Ministério da Defesa

Operação Sentinela do Ministério da Justiça será permanente e contará com o dobro dos policiais. Ministério da Defesa atuará com 33,9 mil militares.

Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança, Exército, Marinha e Aeronáutica, além dos órgãos de segurança estaduais e municipais dos dez estados que fazem divisa com outros países atuarão juntos no controle e patrulha dos 16.886 quilômetros terrestres do Brasil. Além de unir equipes e fornecer apoio no trabalho de campo, haverá uma troca de informações e de trabalho de inteligência entre o Centro de Operações Conjuntas (COC), do Ministério da Defesa, e o Centro de Comando e Controle Integrado, da Justiça. “As operações pontuais serão acompanhadas online pelo centro de controle onde estarão operando em conjunto os comandantes”, explicou o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

A Operação Sentinela, coordenada pelo Ministério da Justiça desde 2010, passará a ser permanente e deverá receber o dobro dos policiais que hoje atuam. Os concursos para preencher cargos vagos nas polícias Federal e Rodoviária Federal serão direcionados, primeiramente, para as fronteiras. Já a Operação Ágata, da Defesa, fará trabalhos pontuais em territórios escolhidos pelos dois ministérios, a partir de dados de inteligência. Já foram definidos, por exemplo, 34 pontos de vulnerabilidade nas fronteiras, que não podem ser divulgados por questões de segurança.

Crimes

Os 710 municípios da faixa de fronteira, onde vivem 10,9 milhões de pessoas, sofrem com o tráfico de drogas, de armas e de pessoas. “Há também grande incidência de crimes fiscais e financeiros, como exportação ilegal de veículos, crimes ambientais e homicídios. Motivados por essas ações criminosas, os homicídios em municípios de região de fronteira ocorrem com maior incidência”, afirma o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Segundo Nelson Jobim, dos 16 mil quilômetros de fronteira, cerca de 9,5 mil são permeados por rios que nascem nos países vizinhos e descem em direção ao território nacional. São como estradas que necessitam ser patrulhadas.

Forças

O Ministério da Defesa vai mobilizar 33,9 mil militares para atuação imediata nas ações do Plano Estratégico de Fronteiras.  Também serão instalados gabinetes de gestão integrada de fronteira (GGIF) nos dez estados brasileiros que fazem divisa com outros países. Corumbá (MS) e Foz do Iguaçu (PR), por exemplo, já possuem essas unidades. O espaço integra e articula o trabalho em conjunto dos órgãos de segurança pública federais, estaduais e municipais.

Os dois veículos aéreos não tripulados (Vant) do Ministério da Justiça entrarão em operação em agosto ou setembro próximos e vão ajudar no monitoramento da área, com apoio logístico e integrado aos helicópteros, tucanos e outros aparelhos da Aeronáutica.

A Polícia Federal também terá seu sistema de interceptação de sinais modernizado e a Polícia Rodoviária Federal passará a contar com scanners nas viaturas. O ministro Cardozo afirma que é necessário um investimento permanente em tecnologia para ter uma ação efetiva.


Sobre o dia de fúria do PM de Joinville

11/06/2011

Quando os bravos choram…

No dia 17 de Março de 2011, quinta-feira, às 19:00 horas, na cidade de Joinville, um Policial Militar teve um momento de fúria ao atender uma ocorrência envolvendo menores que estariam promovendo perturbação do sossego em via pública. Àquele que tem por missão proteger a sociedade perdeu o controle emocional atirando próximo a menores, entregando a arma para um menor, tirando a farda em público e fazendo um forte desabafo sobre as dificuldades para o exercício de sua profissão e a não compensação por isso. Estas situações somente ocorrem em momentos críticos em que; pressionado pela a sua própria situação, pela situação de descontrole geral em que se encontra a sociedade e não vendo perspectivas para uma saída; o homem comete estes atos, individuais e extremos, colocando, em primeiro lugar, a sua condição pessoal em alto risco, a condição de seus familiares e, por último, colocando em “xeque” toda a sociedade.

Outros casos semelhantes ocorreram envolvendo Policiais Militares de Santa Catarina: o caso do Soldado Sílvio que no dia 12 de Maio de 1986 invadiu a TV Cultura empunhando duas armas e ameaçando todos em programa que estava sendo transmitido ao vivo, o caso do Sargento Linhard que fardado e com o boné nas mãos pedia esmolas no centro de Florianópolis e, agora o caso deste Policial Militar que dá tiros, entrega a arma para um menor e tira a farda, arrancando-a do corpo e a jogando-a para as pessoas.

Muitas questões devem ser avaliadas neste caso. E a abrangência deste caso, que é extremamente grave, é toda a sociedade.

Este policial está descontrolado pela sua situação particular de baixo salário, falta de perspectiva de ascensão funcional, regulamento militar opressor, perseguição de seus superiores, desamparo de seus familiares, etc. Ele não vê soluções para estas questões.

Este policial, além de ter que gerenciar seus próprios problemas, está cansado de ter que tentar resolver os problemas dos outros. Ele não vê soluções para uma sociedade tão “doentia”.

Este policial tem conhecimento do quanto o aparelho do estado está defasado; seja quando ele vê o criminoso sair da Delegacia antes dele; quando, na maioria das vezes, ele somente consegue chegar nas ocorrências muito depois que tudo aconteceu e ele não pode fazer mais nada; ele é chamado para atender a ocorrências que outros órgãos, que funcionam pior que a Polícia Militar, é que deveriam ser acionados; etc. Ele não vê soluções para isso.

Este policial sabe que aqueles jovens estão em via pública perturbando o sossego dos vizinhos, em sua maioria, por desleixo e negligência de seus pais que não sabem o que seus filhos estão fazendo, eximindo-se assim de suas responsabilidades de pais. O policial não vê soluções para isso.

Este policial tem conhecimento que se aqueles jovens tivessem uma quadra, campo, piscina ou pista de Skate públicos adequados para praticarem esportes e, assim, desgastarem suas energias de jovens em local adequado ou se tivessem acesso a uma escola pública de período integral onde teriam atividade esportivas e recreativas no segundo turno, não estariam praticando esporte em via pública e assim perturbando o sossego das pessoas. Ele não vê soluções para isso.

Enquanto a criminalidade em Santa Catarina se encontra em uma escala ascendente, superando em quase o dobro a criminalidade do estado de São Paulo, a escola de período integral no ano de 2009, segundo dados da Secretaria Estadual de Educação – SED-SC – representava míseros 3% do total de nossas escolas públicas, o que é uma insignificância.

A conseqüência disso tudo é que mais uma vez a segurança pública “mancha” a imagem de Santa Catarina a nível nacional, é a terceira ou quarta vez que isso ocorre somente neste ano. Os fatos se sucedem e nenhuma providencia efetiva é tomada. Essa inação do poder estatal é que torna a continuidade dessas más notícias possível.

A falta de perspectivas para solucionar estes problemas é que levou o policial ao seu dia de fúria. A pessoa se sente encurralada, sem saída ela explode colocando a si e aos outros em risco. Este foi um caso extremo e o significado dele é o do termômetro que explodiu. Apesar de ser o caso mais extremo não é um caso único, uma boa parcela dos policiais militares que estão nas ruas se encontra em níveis de estresse próximos a explodir e é preeminente providências para evitar situações ainda piores.

Falhou a instituição Polícia Militar em não dar acompanhamento psicológico ao policial para assim evitar o ocorrido. Falhou o Governo do Estado em permitir que um profissional que é ao mesmo tempo o “braço armado” do estado e é o agente da cidadania mais próximo da população se sentisse tão desamparado; baixo salário, falta de perspectiva de ascensão funcional, regulamento militar opressor, etc. Falhou o seu sindicato ou associação profissional que deixou o policial descontrolado “explodir” individualmente, que não conseguiu canalizar o descontentamento individual, que existem muitos outros na mesma condição ou bem próximo a isso, e conduzi-los de uma forma coletiva atingindo assim de forma mais eficaz seus objetivos de busca de melhores condições de trabalho para seus filiados e assim cumprir efetivamente o seu papel.

As pessoas vivem em sociedade porque elas buscam um lugar seguro, organizado, onde possam conviver em paz e harmonia com seus familiares, amigos e as outras pessoas em geral. Para conseguir cumprir seu papel, a sociedade é composta por várias partes e cada uma delas tem uma função a cumprir. Quando uma ou várias das partes que compõe a sociedade não cumprem o seu papel, inicia-se sua desestruturação e, quando este processo está em um estágio avançado, podem ocorrer greves abusivas, depedrações, fugas em massa de delegacias e presídios, criminalidade em níveis insuportáveis, convulsões sociais e estas explosões individuais.

Urge a necessidade de reformulações profundas no aparelho de Segurança Pública em Santa Catarina, e deve-se compreender da abrangência que é o sistema de Segurança Pública. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 144, aduz com clareza que a Segurança Pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos.

A principal lição do ocorrido é, no entanto, da compreensão que é a apatia de nossos líderes em não cumprirem com suas responsabilidades que é a verdadeira causa da sociedade chegar à beira do caos.

Florianópolis/SC, 19 de março de 2011.

Escrito pelo Sargento Jair Vieira, acadêmico de história da UFSC.


Tecnologia da Informação para vigiar fronteiras

11/06/2011

Capacidade logística das forças armadas será utilizada pelos policiais para chegar a pontos remotos do território/ Fot

Operações se concentram em 27% do território nacional e serão acompanhadas online pelo comando em Brasília.

O Plano Estratégico de Fronteiras prevê a intensificação da presença das forças policiais e militares numa área de 2.357 milhões de quilômetros quadrados, o que equivale a 27% do território nacional. A faixa de fronteira se projeta por 150 quilômetros para dentro do Brasil a partir da linha divisória com os dez países vizinhos. As forças armadas serão os principais provedores de soluções de logística para as operações, que serão acompanhadas online pelo comando militar e policial em Brasília. Representantes das três forças e de todos os órgãos de segurança atuarão de forma integrada.

Algumas operações serão coordenadas pela Polícia Federal, por exemplo, com o apoio da Marinha, Exército e Aeronáutica. Em outras, a coordenação partirá das Forças Armadas, com suporte dos órgãos de segurança “Saímos das operações combinadas e passamos a uma operação conjunta das forças federais”, afirma o ministro da Defesa, Nelson Jobim. As ações também contarão com dados produzidos pelos órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin).

A integração entre as Forças Armadas e órgãos de segurança pública terá um comando único, algo inédito nesse tipo de operação. O acompanhamento e a coordenação das ações do plano serão realizados a partir do Centro de Operações Conjuntas (COC), sediado no Ministério da Defesa, em Brasília. “Será dessa sala que será possível acompanhar todas as operações no País”, ressalta o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Força Nacional

Além dos militares, que tradicionalmente operam com algum tipo de quartel general para controlar operações, o Ministério da Justiça conta com o Centro de Comando e Controle Integrado (CCCI), inaugurado no início deste ano, após o desastre na região serrana do Rio de Janeiro. A Força Nacional usou o CCCI como uma forma rápida de passar informações à população e aos agentes de segurança pública.

O CCCI inclui dados de ocorrências e atividades desenvolvidas diariamente pelo efetivo no Sistema de Gerenciamentos da Força Nacional, que é composta por policiais militares, bombeiros militares, policiais civis e peritos dos estados, além de policiais federais e policiais rodoviários federais. O Centro analisa e torna públicos os fatos inseridos no sistema pelos usuários cadastrados nas operações, funcionando 24 horas por dia.

Equipamentos de comunicação

Os militares treinaram o uso de um sistema de comunicação integrado da três Forças em maio, durante a Operação Amazônia 2011 – o décimo exercício desse porte realizado pelas Forças em sete municípios e uma comunidade indígena  da região. Em tempo real, os comandantes coordenaram as atividades de cerca de 4,5 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Em videoconferências via satélite diárias foram feitas para afinar a comunicação do comando com a tropa e com o público, que pode acompanhar pela internet. “Temos que trabalhar logisticamente. E aqui na Amazônia as dificuldades dessa natureza são enormes”, afirmou, durante o exercício, o Chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto da Operação Amazônia 2011, General Paulo Humberto Cesar de Oliveira.

O exercício envolveu 14 aviões da Força Aérea Brasileira (06 caças A 29; 02 C105; 01 C99; 01 KC137; 02 C130; 02 helicópteros H6OL); 08 helicópteros do Exército; 07 navios da Marinha, entre eles, um navio hospitalar, que irá realizar, ao longo da operação, ações cívico-sociais às comunidades ribeirinhas. Ainda 08 embarcações; 02 balsas e 02 rebocados/empurrado.

A operação foi desenvolvida em uma área de aproximadamente 800 mil quilômetros quadrados, abrangendo os municípios de Manaus, São Gabriel da Cachoeira, Tefé, Coari, Japurá, Fonte Boa, Jutaí e Yauaretê.